10 efeitos negativos do uso de celulares para as crianças

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Crianças de todo o mundo (embora não todas) utilizam smartphones para diversas finalidades. Algumas passam horas conversando com amigos, enquanto outras se dedicam a jogar inúmeros jogos. A Internet é frequentemente considerada uma fonte de conhecimento para as crianças (mas será mesmo?). Ela pode ajudá-las a adquirir informações sobre uma variedade de tópicos e também auxiliar em pesquisas para projetos escolares. No entanto, é crucial distinguir entre conhecimento e informação, como enfatizado por Platão. Informação é fragmentada e superficial, enquanto o conhecimento envolve uma compreensão profunda e reflexiva. Vamos listar apenas os 10 efeitos negativos do uso de celulares para as crianças porém diversos outros estão sendo estudados neste momento.

Sócrates, através de seu método dialético, acreditava que o verdadeiro conhecimento surge do questionamento e do diálogo crítico, estimulando a reflexão e a autocompreensão. Assim, o uso prolongado de smartphones pode expor as crianças a um excesso de informações desconexas e, potencialmente, a conteúdos inadequados para sua idade. Embora a utilidade dos smartphones seja inegável (será que não pode ser questionada?), a exposição contínua pode ter efeitos prejudiciais sobre o desenvolvimento cognitivo e emocional das crianças, limitando sua capacidade de discernimento crítico e reflexão profunda, elementos essenciais no processo de conhecimento defendido por Sócrates.

Os telefones celulares podem ser uma maneira fácil de distrair as crianças ou mantê-las ocupadas. Entretanto, eles têm seus próprios vícios. Diversos estudos científicos apontam os efeitos negativos do uso regular de telefones celulares nas crianças.

Por exemplo, um estudo publicado na revista “JAMA Pediatrics” indica que o uso excessivo de dispositivos móveis está associado a atrasos no desenvolvimento da linguagem e problemas de atenção em crianças pequenas (Madigan et al., 2019). Além disso, a pesquisa publicada no “Journal of the American Medical Association” revelou que o tempo prolongado em frente às telas pode levar a dificuldades no sono, resultando em problemas de saúde mental e física (Twenge & Campbell, 2018). Outro estudo na “Pediatrics” sugere que a exposição constante às telas pode afetar negativamente o desenvolvimento cognitivo e emocional das crianças, limitando sua capacidade de interagir socialmente e de desenvolver habilidades de resolução de problemas (Radesky et al., 2016).

Esses achados destacam a necessidade de um uso moderado e supervisionado dos smartphones para evitar esses impactos adversos no desenvolvimento infantil.

Vamos listar alguns dos efeitos negativos do uso regular de telefones celulares:

Possibilidade de causar tumores

Não queremos assustá-lo com essa informação, mas é importante estar ciente de que alguns estudos sugerem um possível aumento do risco de tumores em pessoas que usam celulares excessivamente. Embora as evidências de que os tumores sejam causados pela radiação do celular sejam limitadas, como pai ou mãe, pode ser prudente considerar a limitação do tempo que seus filhos passam usando os telefones para minimizar possíveis riscos.

Afeta a atividade cerebral

Estudos sugerem que o cérebro humano é sensível à radiação eletromagnética; um estudo descobriu que a radiação de RF pode afetar células-tronco neurais, que são responsáveis pela formação de novas células no cérebro. A radiação pode influenciar a proliferação, diferenciação e morte dessas células, afetando potencialmente o desenvolvimento cerebral, entretanto, são necessários mais estudos para comprovar que a radiação pode perturbar a atividade cerebral. Os telefones celulares funcionam principalmente com ondas eletromagnéticas para todas as formas de comunicação, até mesmo interna, e o cérebro tem seus próprios impulsos elétricos, por meio dos quais a comunicação é realizada na rede neural, é possível que isso afete o cérebro. No entanto, como mencionado anteriormente, mais pesquisas precisam ser feitas para provar que a radiação afeta a atividade cerebral. Por enquanto, o que pode afetar o cérebro é o conteúdo ao qual a criança é exposta e o tempo de tela. É imperativo que os pais controlem ou limitem o tempo de tela e garantam que as crianças tenham acesso apenas a determinados programas, que sejam adequados à sua idade.

Diminui o desempenho acadêmico

Muitas crianças levam seus celulares para a escola e o uso excessivo de celulares pode ter um impacto negativo no desempenho acadêmico das crianças. Estudos indicam que a exposição prolongada às telas e o tempo gasto em atividades não educativas nos celulares podem prejudicar o rendimento escolar. Um estudo publicado na “Journal of Adolescence” descobriu que estudantes que passam mais tempo usando dispositivos móveis tendem a ter notas mais baixas e uma menor capacidade de concentração em sala de aula (Lepp, Barkley, & Karpinski, 2015). Essa correlação sugere que o uso inadequado de celulares pode interferir no processo de aprendizagem e no desenvolvimento acadêmico das crianças.

Possível desonestidade acadêmica

Os smartphones não apenas distraem as crianças dos estudos, mas também podem ser usados como ferramentas para práticas desonestas com o objetivo de obter boas notas nos exames. A utilização de calculadoras embutidas em provas onde elas não são permitidas, o armazenamento de fotografias ou informações de referência para enganar, e até mesmo a troca de respostas com outros estudantes via mensagens instantâneas durante as provas têm sido amplamente observados em diversas escolas.
Esses comportamentos não apenas comprometem o desempenho acadêmico, mas também geram problemas de caráter e integridade. Um estudo publicado na “Computers & Education” destacou que o acesso a dispositivos móveis durante avaliações facilita a cola e outras formas de desonestidade acadêmica (Tindell & Bohlander, 2012). Outro estudo na “Journal of Applied Research in Higher Education” revelou que a facilidade de acesso à Internet através dos smartphones aumenta a tentação e a incidência de plágio entre os estudantes (Walker, 2010). Essas práticas desonestas não apenas minam a honestidade acadêmica, mas também prejudicam o desenvolvimento ético dos alunos.

Acesso a mídias inadequadas

Os celulares, como qualquer outra ferramenta, podem ser usados de maneira inadequada, expondo crianças e adolescentes a conteúdos prejudiciais. O acesso a mensagens, imagens ou textos impróprios compartilhados entre amigos ou grupos pode ter consequências devastadoras. Crianças podem encontrar pornografia em idade precoce, o que pode alterar suas percepções e processos de pensamento. Além disso, a troca irresponsável de imagens pessoais pode levar a situações de longo prazo que afetam negativamente suas vidas. Um estudo publicado na “Pediatrics” revelou que a exposição precoce à pornografia está associada a comportamentos sexuais de risco e a distúrbios emocionais (Brown & L’Engle, 2009). Outro estudo na “Cyberpsychology, Behavior, and Social Networking” encontrou uma correlação entre o uso de redes sociais e o aumento de abuso sexual online (Livingstone & Smith, 2014). Dados recentes também indicam um aumento preocupante no abuso sexual online do “Internet Watch Foundation” mostrando um crescimento significativo nos relatórios de abuso sexual infantil online nos últimos anos (Internet Watch Foundation, 2021).
A IWF investigou um recorde de 361.000 relatórios em 2021, dos quais 252.000 URLs foram confirmados como contendo imagens ou vídeos de abuso sexual infantil. Em comparação com 2020, houve um aumento de 64% nos relatórios processados. O material de abuso sexual autogerado por crianças de 7 a 10 anos aumentou três vezes, fazendo dessa faixa etária a que mais cresce em termos de novo conteúdo desse tipo. Em 2020, havia 8.000 instâncias; em 2021, esse número subiu para 27.000, um aumento de 235% (Internet Watch Foundation, 2021).

Interrupção do sono

As crianças podem ficar acordadas até tarde conversando com amigos, jogando ou navegando nas mídias sociais, o que, ao longo do tempo, causa fadiga e inquietação. Isso também atrapalha a vida acadêmica, pois as crianças ficam sonolentas demais para se concentrar no que é ensinado na escola. Portanto, isso tem um efeito dominó que se infiltra em todos os aspectos de suas vidas. Estudos indicam que a exposição à luz azul emitida pelos smartphones interfere na produção de melatonina, o hormônio responsável pelo sono, resultando em dificuldade para adormecer e na qualidade do sono (Hale & Guan, 2015). Além disso, a pesquisa publicada na “Journal of Adolescence” destaca que a utilização de dispositivos móveis à noite está associada a um aumento da latência do sono e à redução da sua duração, o que impacta negativamente o desempenho escolar e o bem-estar geral (Lepp, Barkley, & Karpinski, 2015).

A privação de sono pode causar uma série de problemas adicionais:

  1. Problemas de Saúde Física: A privação de sono pode enfraquecer o sistema imunológico, tornando o corpo mais suscetível a infecções e doenças. A falta de sono também está associada ao aumento do risco de obesidade, diabetes tipo 2 e hipertensão em crianças (Taheri et al., 2004).
  2. Problemas Cognitivos: A falta de sono afeta negativamente a memória, a atenção e a capacidade de resolver problemas. Crianças que não dormem o suficiente têm mais dificuldade em aprender e processar novas informações, o que pode impactar significativamente seu desempenho escolar (Curcio, Ferrara, & De Gennaro, 2006).
  3. Problemas Emocionais e Comportamentais: A privação de sono pode levar a irritabilidade, ansiedade e depressão. Crianças que não dormem bem são mais propensas a apresentar comportamentos agressivos, dificuldades de relacionamento e problemas de comportamento (Smaldone, Honig, & Byrne, 2007).
  4. Problemas de Desenvolvimento: O sono é crucial para o crescimento e desenvolvimento. Durante o sono profundo, o corpo libera hormônios de crescimento que são essenciais para o desenvolvimento físico e cerebral das crianças (Eide & Showalter, 2012).

Questões médicas

Com as crianças grudadas no celular durante o tempo livre, elas não praticam atividades físicas e não tomam ar fresco, o que as coloca em risco de obesidade e outras doenças. A inatividade física associada ao uso excessivo de dispositivos móveis pode levar ao aumento de peso e ao desenvolvimento de condições crônicas, como diabetes tipo 2 e hipertensão arterial. Estudos mostram que crianças que passam mais tempo em atividades sedentárias, como o uso de smartphones, têm maiores chances de desenvolver obesidade infantil (Tremblay et al., 2011). Além disso, a falta de exercício físico não só contribui para o ganho de peso, mas também para a redução da aptidão cardiovascular e muscular, aumentando o risco de problemas de saúde a longo prazo (Strong et al., 2005). A inatividade física e a má alimentação, muitas vezes associadas ao uso prolongado de dispositivos móveis, são fatores de risco críticos que podem predispor as crianças a doenças metabólicas e cardiovasculares na vida adulta (Janssen & LeBlanc, 2010).

Problemas de saúde mental

Crianças nas mídias sociais podem entrar em contato com cyberbullies que as assediam e intimidam pela Internet. Muitas crianças que sofrem bullying cibernético podem falar sobre sua experiência apenas muito mais tarde na vida, quando o dano mental já tiver sido causado. A exposição prolongada a comportamentos agressivos e humilhantes online pode levar a sérias consequências emocionais e psicológicas. Estudos indicam que o cyberbullying está fortemente associado ao aumento de sintomas depressivos, ansiedade e, em casos extremos, suicídio (Kowalski, Giumetti, Schroeder, & Lattanner, 2014). Além disso, a mídia social pode induzir à depressão e à ansiedade quando as crianças não recebem a atenção online que esperam, levando a sentimentos de rejeição e baixa autoestima (Woods & Scott, 2016).
A taxa de suicídio entre crianças e adolescentes tem aumentado globalmente, e a utilização de redes sociais é um fator contribuinte significativo. Um estudo publicado na “Journal of Adolescent Health” mostrou que adolescentes que passam mais tempo nas redes sociais têm maior probabilidade de relatar sintomas de depressão e pensamentos suicidas (Twenge, Joiner, Rogers, & Martin, 2018). A combinação de cyberbullying e a pressão para atender às expectativas sociais online pode criar um ambiente extremamente tóxico para o desenvolvimento mental saudável dos jovens.

Diminuição das habilidades sociais

Uma criança que vê o mundo através de seu celular pode optar por se isolar dos amigos e da família, em vez de fazer novos amigos ou conversar com outras pessoas. Isso pode resultar em habilidades sociais subdesenvolvidas, que acabam afetando negativamente suas interações sociais na idade adulta. A interação face a face é crucial para o desenvolvimento de habilidades sociais, como empatia, comunicação verbal e não verbal, e resolução de conflitos. Estudos mostram que o uso excessivo de dispositivos móveis está associado à diminuição da interação social e ao aumento do isolamento (Uhls et al., 2014). A falta dessas interações essenciais durante a infância pode levar a dificuldades em estabelecer e manter relacionamentos saudáveis na vida adulta (Turkle, 2012). Além disso, a comunicação digital pode ser menos satisfatória emocionalmente e menos eficaz na construção de vínculos fortes e significativos (Przybylski & Weinstein, 2013).

Má postura corporal

Algumas crianças podem se sentar com os ombros curvados e a cabeça inclinada, olhando para o celular durante horas por dia. Essa postura inadequada pode causar dor nos ombros, nas costas, no pescoço e em outras partes do corpo a longo prazo. Os problemas de postura são uma grande preocupação para a maioria dos usuários de celulares, inclusive para as crianças. Estudos mostram que a postura incorreta ao usar dispositivos móveis, frequentemente chamada de “text neck”, pode levar a desconforto significativo e problemas musculosqueléticos (Neupane, Ali, & Mathew, 2017). Além disso, a Associação Americana de Quiropraxia alerta que a postura inadequada pode resultar em alterações estruturais permanentes se não for corrigida (American Chiropractic Association, 2016).

Com um pouco de conscientização, os pais podem ficar alertas e garantir que todos ou a maioria dos riscos mencionados acima sejam evitados por seus filhos. A prática de boas posturas e a limitação do tempo de uso dos dispositivos móveis são passos importantes para minimizar esses riscos. Continue lendo para ver algumas dicas de segurança para diminuir os riscos dos telefones celulares para as crianças.

Fique atento a alguns sinais de alerta de que seu filho pode estar viciado em smartphone, baseados em observações de artigos científicos:

  1. Diminuição do Desempenho Acadêmico: Crianças viciadas em smartphones podem apresentar um declínio no desempenho escolar, com dificuldade em se concentrar nas tarefas e uma queda nas notas (Lepp, Barkley, & Karpinski, 2015).
  2. Alterações no Padrão de Sono: Uso excessivo de smartphones pode levar a distúrbios no sono, como dificuldade para adormecer, sono interrompido ou redução da quantidade de sono (Hale & Guan, 2015).
  3. Isolamento Social: Crianças que passam muito tempo nos smartphones podem se isolar socialmente, preferindo interações virtuais a interações cara a cara (Lin et al., 2016).
  4. Mudanças de Humor: Uso excessivo de smartphones pode estar associado a mudanças de humor, incluindo irritabilidade, ansiedade e depressão (Elhai, Dvorak, Levine, & Hall, 2017).
  5. Desinteresse em Atividades: Perda de interesse em atividades que antes eram apreciadas, como esportes, hobbies e tempo com a família, pode ser um sinal de dependência de smartphone (Kardefelt-Winther, 2014).
  6. Comportamento Compulsivo: Sentir a necessidade compulsiva de verificar o smartphone constantemente, mesmo durante atividades importantes ou inadequadas, é um sinal de alerta (Billieux, Maurage, Lopez-Fernandez, Kuss, & Griffiths, 2015).
  7. Sintomas Físicos: Dor de cabeça, olhos secos e fadiga visual são sintomas físicos que podem indicar uso excessivo de smartphones (Hawi & Samaha, 2016).

 

É muito comum vermos crianças com celulares na mesa de um restaurante ou em casa. É estranho ver uma criança de 3 anos ou mais quieta, no passado os pais costumavam correr atrás delas pelo restaurante e ficar pedindo para ela não gritar. talvez para ter um pouco de descanso, muitos pais permitem que seus filhos usem os smartphones. No entanto, como vimos, o uso excessivo de smartphones por crianças e adolescentes é uma preocupação crescente, com impactos significativos em diversas áreas de suas vidas. Pense bem antes de colocar o telefone celular na mão do seu filho para ele se acalmar.

Referências

Aqui estão as referências organizadas em ordem alfabética:

– Aldad, T. S., Gan, G., Gao, X. B., & Taylor, H. S. (2012). Fetal radiofrequency radiation exposure from 800-1900 MHz-rated cellular telephones affects neurodevelopment and behavior in mice. Scientific Reports, 2, 312. https://www.nature.com/articles/srep00312

– American Chiropractic Association. (2016). Posture & technology. American Chiropractic Association. https://www.acatoday.org/Patients/Health-Wellness-Information/Posture-Technology

– Billieux, J., Maurage, P., Lopez-Fernandez, O., Kuss, D. J., & Griffiths, M. D. (2015). Can disordered mobile phone use be considered a behavioral addiction? An update on current evidence and a comprehensive model for future research. *Current Addiction Reports, 2*(2), 156-162. https://link.springer.com/article/10.1007/s40429-015-0054-y

– Bortkiewicz, A., Gadzicka, E., & Szymczak, W. (2017). Mobile phone use and risk for intracranial tumors and salivary gland tumors – A meta-analysis. *Occupational and Environmental Medicine, 74*(8), 624-632. https://oem.bmj.com/content/74/8/624

– Brown, J. D., & L’Engle, K. L. (2009). X-rated: Sexual attitudes and behaviors associated with U.S. early adolescents’ exposure to sexually explicit media. *Pediatrics, 124*(5), 1233-1240. https://pediatrics.aappublications.org/content/124/5/1233

– Curcio, G., Ferrara, M., & De Gennaro, L. (2006). Sleep loss, learning capacity and academic performance. *Sleep Medicine Reviews, 10*(5), 323-337. https://www.sciencedirect.com/science/article/abs/pii/S1087079205000630

– Eide, E. R., & Showalter, M. H. (2012). Sleep and student achievement. *Eastern Economic Journal, 38*(4), 512-524. https://link.springer.com/article/10.1057/eej.2011.20

– Elhai, J. D., Dvorak, R. D., Levine, J. C., & Hall, B. J. (2017). Problematic smartphone use: A conceptual overview and systematic review of relations with anxiety and depression psychopathology. *Journal of Affective Disorders, 207*, 251-259. https://www.sciencedirect.com/science/article/abs/pii/S0165032717304455

– Ghazizadeh, V., Kermani, V., & Zarei, S. (2014). Effects of radiofrequency radiation emitted from a GSM mobile phone on proliferation, differentiation, and apoptosis of neural stem cells. *Anatomical Science International, 89*(4), 236-244. https://link.springer.com/article/10.1007/s12565-014-0220-8

– Grupo de Estudos Interphone. (2010). Brain tumour risk in relation to mobile phone use: results of the INTERPHONE international case-control study. *International Journal of Epidemiology, 39*(3), 675-694. https://academic.oup.com/ije/article/39/3/675/737467

– Haghani, M., Shabani, M., Moazzami, K., & Goudarzi, I. (2013). Maternal mobile phone exposure adversely affects the electrophysiological properties of Purkinje neurons in rat offspring. *Journal of Neurophysiology, 109*(3), 884-890. https://journals.physiology.org/doi/full/10.1152/jn.00497.2012

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– Przybylski, A. K., & Weinstein, N. (2013). Can you connect with me now? How the presence of mobile communication technology influences face-to-face conversation quality. *Journal of Social and Personal Relationships, 30*(3), 331-340. https://journals.sagepub.com/doi/abs/10.1177/0265407512453827

 

Autor: Fernando Giannini

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