24 dicas para reduzir as distrações digitais e melhorar o foco

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O que é Aprendizagem Remota?

Aprendizagem Remota é quando professores e estudantes movem uma aula normalmente presencial para um espaço online temporário. O Aprendizado Remoto é um tipo de e-learning (ou ‘aprendizado online’), mas não é um ‘aprendizado online’ porque não é uma experiência projetada para espaços puramente digitais (enquanto a educação a distância é). Então, que tipo de dicas de aprendizagem remoto para os pais podemos dar?

1. Defina (e mantenha) uma programação
Quanto mais próximo estiver de um ‘horário escolar’, mais fácil será para todos. Obviamente, você pode (e provavelmente deve) revisar qualquer coisa que invente no início para se adequar às suas circunstâncias em casa (seu horário de trabalho, horários de dormir, etc.). Mas uma vez que você tenha algo que funcione, mantenha-se firme. E isso quase certamente significa usar algum tipo de cronômetro para, pelo menos, esclarecer quanto tempo está sendo gasto em quê.

2. Certifique-se de que eles tenham todos os materiais necessários para completar todas as tarefas
Quer seja lápis e papel, uma conexão WiFi estável, informações de login para todas as contas, um leitor de PDF ou aplicativos de anotações ou estratégias de leitura – tudo o que eles precisam para fazer o trabalho.

3. Fornece um ambiente propício à aprendizagem
Isso nem sempre é fácil. Se estiverem muito isolados, é difícil checá-los. Se estiverem na mesa da cozinha, dependendo da criança ou do ambiente, podem estar muito distraídos. Isso é ainda mais desafiador quando todos estão em casa e a casa está cheia.

4. Crie um plano diário
Criar um plano diário não é apenas uma questão de agendamento. Um plano diário examina a programação, em seguida identifica as tarefas pendentes para aquele dia e combina os dois para um plano específico..

5. Não ensine – ajude-os a compreender
Ajudar os estudantes a entender é uma das dicas de aprendizagem remota mais óbvias para os pais. Esse poderia ser o tópico de um livro inteiro porque a forma como isso acontece é complicado e varia muito de estudante para estudante e de série para série e de área de conteúdo para conteúdo. Imagine o pai de um estudante da segunda série ajudando-os a completar uma redação sobre seu biscoito favorito em comparação com o pai de um estudante do último ano do ensino médio ajudando com um problema de cálculo. O primeiro é uma questão de sentar-se com seu filho, enquanto o último provavelmente exigirá que você relembre com ele – ou mesmo aprenda primeiro sozinho e depois revise com eles. O ponto principal é que ajudar seu filho a entender o conteúdo é definitivamente o “mínimo” que podemos fazer.

6. Certifique-se de que todo o trabalho seja concluído
Qualquer trabalho que permaneça incompleto está incompleto por um bom motivo e tem uma próxima etapa acionável com um prazo determinado (por exemplo, envie um e-mail para o professor pedindo esclarecimentos sobre a etapa 3 da atividade para que você possa entregá-la amanhã ao meio-dia).

7. Ajude-os a verificar as mensagens e se comunicar com a escola
Verifique diariamente se há mensagens de professores e outros alunos e certifique-se de responder a todas as mensagens que exigirem.

8. Tenha em mente que se trata da criança, não do trabalho
Isso pode ser difícil para alguns pais ter em mente quando há tanta pressão (sobre todos) para concluir o trabalho. E, além disso, esta é obviamente uma filosofia parental – para algumas famílias, pode muito bem ser uma questão de disciplina fazer o que lhe é mandado e ‘ir bem na escola’. Se isso for verdade, essa dica pode não vai ser útil.

Mas se você acredita que as atribuições devem servir à criança em vez de a criança servir às atribuições – ou que isso é pelo menos parcialmente verdadeiro – então não enfatize excessivamente ‘fazer tudo’ sobre o bem-estar (sem mencionar o gênio criativo e curiosidade e motivação intrínseca) de seu filho.

9. Aprenda a identificar as barreiras
Isso é algo que os professores precisam aprender no início de suas carreiras – como identificar exatamente o que está acontecendo de errado (não muito diferente de um mecânico automotivo ou engenheiros da NASA ou programador de computador. O ensino de diagnóstico é uma abordagem que pode ajudar aqui, mas a grande ideia é: identifique precisamente por que seu filho pode estar tendo dificuldades: Isso é foco? Motivação? Estrutura demais ou de menos? Eles precisam de um abraço ou de um gesto de dedo ou para que você se sente com eles?

E se é um déficit de conhecimento, exatamente o que eles não entendem? Quando os alunos dizem: ‘Não entendi’, o primeiro passo é identificar exatamente o que ‘é’ – e isso nem sempre é fácil. A maioria dos estudantes não sabe que não sabe. É por isso que você (e uma internet cheia de recursos) está lá para ajudá-los a tornar esta dica de aprendizagem remota especialmente poderosa para os pais.

10. Personalize a aprendizagem
Quase sempre você pode personalizar o espaço de aprendizagem de seu filho (som, luz, sala, equipamento, etc.) e provavelmente pode ajustar sua programação. Você pode até ter algum controle sobre o currículo (o que eles estão aprendendo). Use os pontos fortes e os dons de seu filho e construa a partir deles o máximo possível.

11. Incentive uma mentalidade de crescimento
Não se trata do que aprender ou como aprender, mas sim de como pensar sobre o que estão aprendendo. Para uma postagem um tanto relacionada, você pode ver ‘ Alternativas para perguntar ao seu filho o que eles aprenderam na escola hoje.’

12. Use os recursos certos
Aqui estão alguns recursos de educação domiciliar que podem ajudar, para começar. A ideia aqui é saber onde ir para economizar tempo quando você – ou seu filho – precisarem de algo.

13. Misture no Genius Learning
Você pode ler mais sobre o Genius Hour aqui. O objetivo é ajudar a educar o seu filho a ver a aprendizagem como algo que ele tenha controle e que a curiosidade pode levá-lo a qualquer lugar.

14. Organize seu ambiente de aprendizagem
Ajude-os a organizar seus ambientes de aprendizagem (físicos e digitais).
O modo como isso acontece depende (como tudo o mais esta nesta lista) da sua situação: Você está usando um Sistema de Gerenciamento de Aprendizagem (Plataforma)? As aulas são ao vivo? Diariamente ou semanalmente? Seu filho adora aprender ou a escola tem sido uma luta para ele? Existe um currículo fixo? Alguma flexibilidade nesse currículo fixo? As tarefas são avaliadas? E assim por diante.

Imagine um estudante do ensino médio sentado em um computador desktop em seu quarto conectado ao plataforma de aprendizagem de sua escola. Eles estão com o iPad aberto e o Microsoft OneNote aberto para fazer anotações. O telefone está reproduzindo um ruído de fundo para ajudá-los a se concentrar enquanto o livro físico está aberto ao lado do teclado. Eles também têm o navegador da Web aberto com várias guias abertas para pesquisar, comunicação e recursos de aprendizagem relacionados, bem como um calendário digital ou físico com as datas de entrega das tarefas importantes. E, por último, eles têm uma lista de tarefas para fazer um plano de aprendizagem para orientá-los neste dia. Esse é um exemplo de ‘ambiente de aprendizagem’.

15. Incentive a auto-direção
Isso poderia ter sido complicado nas seções ‘básicas’, mas em seu aspecto geral quanto mais eles forem protagonistas da sua aprendizagem – e idealmente têm voz e escolha em seu trabalho – mais fácil e gratificante tudo será para todos.

16. Honre a complexidade da aprendizagem
Pense diferente sobre ‘ajudar’ seu filho ‘com os trabalhos escolares.’ Perceba que seu filho precisa de uma ampla gama de ‘apoio’: acadêmico, colaborativo, psicológico, tecnológico, disciplinar, etc.

17. Ajude-os a encontrar sua própria motivação
Tente expressar isso com cuidado porque as crianças variam drasticamente não apenas em seus níveis de motivação e de onde essa motivação vem. Além disso, a dinâmica de pai para filho é necessariamente diferente da dinâmica de pais como professor para filho.

No entanto, motivar uma criança é uma área em que os pais são (idealmente) melhores do que qualquer professor poderia ser. A ideia aqui é ajudá-los a ‘querer’ aprender sem puni-los psicologicamente ou tornar toda motivação externa e independente do valor real do conhecimento que está sendo obtido.

18. Entenda como o cérebro funciona e como o aprendizado acontece
Teorias de aprendizagem e fundamentos da neurociência são dois bons lugares para começar. A transferência também é um conceito importante.

19. Gamifique o aprendizado
Ofereça pontos, níveis, desafios, marcadores visíveis de progresso, etc. Você pode ler mais sobre a definição de gamificação aqui e como a gamificação revela as nuances do aprendizado.

20. Ajude seu filho a construir uma rede de aprendizagem
Conecte-os com seus colegas – de preferência, colegas com objetivos e abordagens semelhantes à sua própria ‘vida’ (por exemplo, conectando seu filho que quer estudar medicina na faculdade com outros alunos e grupos com alunos que têm ambições semelhantes).

21. Ajude-os a compreender o valor do conhecimento específico e as mudanças nas demandas de conhecimento
Além disso, enfatize o pensamento crítico (aprender a pensar) e a alfabetização (aprender a aprender) sobre o conhecimento do conteúdo (conhecimento acadêmico). Provavelmente, trata-se mais de dicas de ensino doméstico do que de aprendizagem remota, mas o ideal é que aconteça em qualquer cenário de aprendizagem formal.


Autor: Terry Heick
Artigo original: https://www.teachthought.com/technology/remote-learning-tips-for-parents
Tradução: Fernando Giannini

Fernando Giannini

Pesquisador de tecnologia aplicada à educação, arquiteto de objetos virtuais de aprendizagem, fissurado em livros de grandes educadores e viciado em games de todos os tipos. Conhecimentos aprimorados em cursos de grandes empresas de tecnologia, principalmente no Google Business Educational Center e Microsoft. Sócio-proprietário da Streamer, empresa que alia tecnologia e educação. Experiência de 18 anos produzindo e criando objetos de aprendizagem, cursos a distância, design educacional, interfaces para sistemas de aprendizagem. Gestor de equipe para projetos educacionais, no Ensino Básico, Médio e Ensino Superior. Nesse período de trabalho gerenciou equipes e desenvolveu as habilidades de liderança e gestão. Acredita na integração e aplicação prática dos conhecimentos para a realização de projetos inovadores, sólidos e sustentáveis a longo prazo. Um dos grandes sonhos realizados foi o lançamento do curso gratuito Mande Bem no ENEM que atingiu mais de 500 mil estudantes em todo o Brasil contribuindo para a Educação Brasileira.

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