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TECNOLOGIA APLICADA À EDUCAÇÃO

TOP 100 melhores IA Generativas mais Utilizadas

Infográfico sobre as 100 IAs mais usadas em 2026, com rankings Web e Mobile, categorias de IA e tendências de uso entre 2024 e 2026.

Este post foi publicado originalmente em 19 de março de 2024 e atualizado em 18 de Agosto de 2026.

Desde o lançamento do ChatGPT, em 30 de novembro de 2022, o mercado de inteligência artificial passou a se transformar rapidamente, com o surgimento de novos modelos e a incorporação de recursos de IA a ferramentas já existentes. Em 2024, falar sobre ferramentas de inteligência artificial significava, na maioria das vezes, falar sobre ChatGPT, geradores de imagens e uma série de novos aplicativos desenvolvidos ao redor da IA generativa. Dois anos depois, o cenário é diferente: a inteligência artificial começa a deixar de ser um produto isolado para se tornar parte das ferramentas que já utilizamos para trabalhar, estudar, programar, pesquisar, criar vídeos e nos comunicar.

Mas a rápida adoção dessas ferramentas traz uma questão importante: usar inteligência artificial não significa necessariamente gerar valor com ela. O relatório The GenAI Divide: State of AI in Business 2025, do Project NANDA, combinou a análise de mais de 300 iniciativas públicas de IA com entrevistas realizadas em 52 organizações e respostas de 153 líderes seniores. O documento, que apresenta seus resultados como preliminares, identificou que apenas 5% dos pilotos integrados de IA estavam conseguindo extrair milhões em valor, enquanto a grande maioria permanecia sem impacto mensurável nos resultados financeiros.

Um dos aspectos interessantes do estudo é que o retorno começou a aparecer onde a visibilidade é menor. Enquanto vendas e marketing concentravam grande parte da atenção e dos investimentos, algumas das economias mais expressivas estavam em atividades menos visíveis, como operações, finanças e processos de back-office. O relatório identificou ganhos relacionados à redução de contratos de terceirização, gastos com agências, processamento de documentos e serviços externos de análise de risco.

Entre os casos analisados, o relatório registra economias anuais de US$ 2 milhões a US$ 10 milhões com a eliminação de contratos de BPO, redução de 30% nos gastos com agências externas e cerca de US$ 1 milhão por ano em verificações de risco terceirizadas. No front-office, também foram registrados ganhos, como maior velocidade na qualificação de leads e melhora na retenção de clientes.

Essa diferença entre popularidade, adoção e geração de valor é importante para compreender qualquer ranking de inteligência artificial. Uma ferramenta estar entre as mais utilizadas não significa necessariamente que seja a melhor, nem que sua utilização esteja produzindo os maiores resultados para empresas, profissionais ou estudantes.

É com essa perspectiva que analisamos as IAs mais usadas em 2026. O ponto de partida são os rankings publicados pela Andreessen Horowitz (a16z), mas, em vez de observar apenas a fotografia mais recente, comparamos cinco edições entre março de 2024 e março de 2026 para identificar permanências, entradas, saídas, mudanças de posição e transformações nas categorias de ferramentas.

A comparação também exige um cuidado metodológico: em 2026, a própria a16z ampliou os critérios do levantamento. Até então, a lista se concentrava principalmente em produtos AI-first. Na sexta edição, passaram a ser incluídos também produtos nos quais a IA generativa se tornou parte central da experiência, como Canva, CapCut, Notion, Picsart, Freepik e Grammarly. O ranking Web utiliza visitas mensais únicas da Similarweb, enquanto o Mobile é ordenado por usuários ativos mensais da Sensor Tower.

Por isso, ao longo deste artigo, mais utilizada não deve ser entendido como sinônimo de melhor. Os rankings mostram adoção dentro de uma metodologia específica; nossa análise procura entender o que a evolução desses dados revela sobre a transformação do mercado de inteligência artificial.

Antes de olhar para as ferramentas, é importante entender o que este ranking representa. A lista utilizada como ponto de partida é publicada periodicamente pela Andreessen Horowitz (a16z) e reúne dois levantamentos independentes: as 50 ferramentas mais utilizadas na Web e os 50 aplicativos com maior uso em dispositivos móveis.

No ranking Web, a classificação é baseada em dados de audiência da Similarweb. No Mobile, utiliza dados da Sensor Tower. Por isso, as posições das duas listas não devem ser comparadas diretamente: estar em quinto lugar na Web não significa necessariamente ter mais ou menos usuários do que o quinto colocado no Mobile.

Também é importante destacar que mais utilizada não significa melhor. O ranking mede popularidade e adoção dentro dos critérios definidos pelo levantamento. Neste artigo, utilizamos esses dados como ponto de partida e analisamos cinco edições publicadas entre 2024 e 2026 para observar permanências, entradas, saídas e mudanças nas categorias de ferramentas

Quais são as 100 IAs mais usadas em 2026?

Como ler o ranking: são duas listas independentes — Top 50 Web e Top 50 Mobile. As posições de uma lista não devem ser comparadas diretamente com as da outra.

Top 50 IAs mais usadas na Web / março de 2026

# Ferramenta Categoria Tipo
1 ChatGPT Assistentes gerais AI-native
2 Gemini Assistentes gerais AI-native
3 Canva Imagem e design IA incorporada
4 deepseek Assistentes gerais AI-native
5 Grok Assistentes gerais AI-native
6 Claude Assistentes gerais AI-native
7 character.ai Companions e social AI-native
8 perplexity Pesquisa e conhecimento AI-native
9 Notion Produtividade e trabalho IA incorporada
10 Google AI Studio Plataformas e infraestrutura de IA AI-native
11 FREEPIK Imagem e design IA incorporada
12 Doubao Assistentes gerais AI-native
13 JanitorAI Companions e social AI-native
14 Quark Pesquisa e conhecimento IA incorporada
15 Suno Áudio, voz e música AI-native
16 remove.bg Imagem e design AI-native
17 CapCut Vídeo IA incorporada
18 grammarly Produtividade e trabalho IA incorporada
19 SpicyChat Companions e social AI-native
20 QuillBot Produtividade e trabalho AI-native
21 Lovable Vibe coding e criação de aplicações AI-native
22 PolyBuzz Companions e social AI-native
23 ourdream.ai Companions e social AI-native
24 Kimi Assistentes gerais AI-native
25 Google Labs Outros IA incorporada
26 Qwen Assistentes gerais AI-native
27 TurboScribe Áudio, voz e música AI-native
28 Gamma Produtividade e trabalho AI-native
29 ElevenLabs Áudio, voz e música AI-native
30 NotebookLM Pesquisa e conhecimento AI-native
31 Arena Pesquisa e conhecimento AI-native
32 SeaArt AI Imagem e design AI-native
33 Hugging Face Plataformas e infraestrutura de IA AI-native
34 Crushon AI Companions e social AI-native
35 Meta AI Assistentes gerais AI-native
36 candy.ai Companions e social AI-native
37 Photoroom Imagem e design AI-native
38 Pixelcut Imagem e design AI-native
39 Adot Assistentes gerais AI-native
40 Higgsfield Vídeo AI-native
41 CURSOR Assistentes e ambientes de programação AI-native
42 CIVITAI Imagem e design AI-native
43 Midjourney Imagem e design AI-native
44 manus Agentes e automação AI-native
45 KlingAI Vídeo AI-native
46 VEED Vídeo IA incorporada
47 Genspark Agentes e automação AI-native
48 GIGA CHAT Assistentes gerais AI-native
49 Poe Assistentes gerais AI-native
50 cutout.pro Imagem e design AI-native

Top 50 aplicativos de IA mais usados / março de 2026

# Ferramenta Categoria Tipo
1 ChatGPT Assistentes gerais AI-native
2 CapCut Vídeo IA incorporada
3 Gemini Assistentes gerais AI-native
4 Canva Imagem e design IA incorporada
5 AI Gallery Imagem e design AI-native
6 Picsart Imagem e design IA incorporada
7 Doubao Assistentes gerais AI-native
8 Microsoft Edge Pesquisa e conhecimento IA incorporada
9 Meituan Outros IA incorporada
10 Yandex Pesquisa e conhecimento IA incorporada
11 Remini Imagem e design AI-native
12 QQ浏览器 Pesquisa e conhecimento IA incorporada
13 deepseek Assistentes gerais AI-native
14 Cici Assistentes gerais AI-native
15 perplexity Pesquisa e conhecimento AI-native
16 Adobe Lightroom Imagem e design IA incorporada
17 Baidu AI Search Pesquisa e conhecimento IA incorporada
18 Grok Assistentes gerais AI-native
19 VN Vídeo IA incorporada
20 Edits, an instagram app Vídeo IA incorporada
21 Meta AI Assistentes gerais AI-native
22 meitu Imagem e design IA incorporada
23 Copilot Assistentes gerais AI-native
24 Hypic Imagem e design IA incorporada
25 Seekee Pesquisa e conhecimento AI-native
26 Notion Produtividade e trabalho IA incorporada
27 photomath Educação e aprendizagem AI-native
28 Gauth Educação e aprendizagem AI-native
29 Learna AI Educação e aprendizagem AI-native
30 Wink Vídeo IA incorporada
31 Facemoji Produtividade e trabalho IA incorporada
32 character.ai Companions e social AI-native
33 Microsoft Bing Pesquisa e conhecimento IA incorporada
34 FaceApp Imagem e design AI-native
35 NOVA Assistentes gerais AI-native
36 YouCut Vídeo IA incorporada
37 Polish Imagem e design IA incorporada
38 B612 Imagem e design IA incorporada
39 Photoroom Imagem e design AI-native
40 PixVerse Vídeo AI-native
41 HiTranslate Pesquisa e conhecimento IA incorporada
42 BeautyCam Imagem e design IA incorporada
43 papago Pesquisa e conhecimento AI-native
44 BRAINLY Educação e aprendizagem IA incorporada
45 PolyBuzz Companions e social AI-native
46 AI Mirror Imagem e design AI-native
47 MIVI Áudio, voz e música IA incorporada
48 SNOW Imagem e design IA incorporada
49 VivaCut Vídeo IA incorporada
50 BeautyPlus Imagem e design IA incorporada

O que mudou entre as IAs mais usadas de 2024 e 2026?

O ChatGPT continua em primeiro lugar, em maio deste ano, atingiu 1 bilhão de usuários mensais. Olhando além do topo, o mercado de inteligência artificial de 2026 é muito diferente daquele de 2024.

Das 50 ferramentas que apareciam no ranking Web em março de 2024, apenas 21 continuam entre as 50 mais usadas em março de 2026. Isso significa que 58% do ranking foi substituído em apenas dois anos.

No Mobile, a mudança foi ainda maior: somente 14 das 50 ferramentas de 2024 permanecem no ranking em 2026. Em outras palavras, 72% da lista mudou, e poucas conseguiram atravessar todo esse período sem sair do Top 50: apenas 20 ferramentas Web e 11 aplicativos Mobile aparecem nas cinco edições que analisamos.

Imagem perdeu espaço. Assistentes ganharam.

Em 2024, a geração e edição de imagens ocupava uma parcela enorme do ranking.
Na Web, 14 das 50 ferramentas pertenciam à categoria de imagem e design.
Em 2026, são 9. No caminho inverso, os assistentes gerais como GPT, Gemini, Poe, passaram de apenas 5 posições para 12. Essa mudança ajuda a contar a história dos últimos dois anos.

A primeira onda da IA generativa chamou atenção pela capacidade de criar imagens, textos e outros conteúdos. Agora, ganham espaço ferramentas capazes de assumir diferentes funções em uma única interface: pesquisar, escrever, analisar, programar, gerar imagens e executar tarefas. ChatGPT continua em primeiro lugar, mas o topo agora inclui Gemini, DeepSeek, Grok, Claude e Perplexity. O mercado não ficou menos competitivo. Ele ficou mais concentrado em assistentes multifuncionais.

No celular a transformação foi diferente

No Mobile, imagem e design ainda representam a maior categoria, mas também perderam espaço: passaram de 21 ferramentas em 2024 para 15 em 2026.
Duas categorias cresceram bastante.
Pesquisa e conhecimento: 2 para 9 ferramentas.
Vídeo: 3 para 7 ferramentas.
Isso sugere que o celular deixou de ser apenas um lugar para aplicar filtros, gerar imagens ou editar fotografias com IA.
Cada vez mais, ele também se torna uma interface para pesquisar, traduzir, perguntar, produzir vídeo e acessar conhecimento com inteligência artificial.

A mudança na programação não está na quantidade de ferramentas

Quando analisamos as ferramentas ligadas à criação de software, aparece outro fenômeno.
O número não cresceu de maneira explosiva.
Somando plataformas de infraestrutura, assistentes de programação, vibe coding e agentes, encontramos:
4 ferramentas em março de 2024
6 ferramentas em março de 2026

À primeira vista, parece uma mudança pequena. Mas os nomes mostram que a maneira de desenvolver software com IA mudou bastante.
Em 2024, aparecem ferramentas como Hugging Face, Replicate, Phind e BLACKBOX AI. Elas oferecem modelos, infraestrutura ou ajudam programadores a escrever e compreender código. Depois surge o Cursor, levando a IA para dentro do ambiente de desenvolvimento.
E, em 2025, aparece uma nova proposta: descrever uma aplicação em linguagem natural e deixar a IA participar diretamente de sua construção.

Bolt entra no ranking em março de 2025. Poucos meses depois aparecem Lovable e Replit. O Lovable estreia em #23 em agosto de 2025 e chega a #21 em março de 2026.
A transformação, portanto, não está simplesmente no número de ferramentas de programação. Está no caminho: IA que explica código → IA que escreve código → IA que modifica projetos → IA que ajuda a construir aplicações inteiras de baixa complexidade.
É preciso lembrar que qualquer aplicação precisa de uma pessoa com conhecimento em tecnologia.

Talvez a maior mudança seja outra: a IA começou a desaparecer

Em 2026, o próprio critério do ranking precisou mudar. Até então, a a16z concentrava sua análise principalmente em produtos AI-first, criados tendo a inteligência artificial como elemento central. Na sexta edição, começaram a entrar também produtos que já existiam, mas nos quais a IA generativa passou a ocupar uma parte central da experiência.

É assim que aparecem nomes como: Canva, CapCut, Notion, Freepik, Picsart e Grammarly.

Isso cria um problema para a comparação histórica, essas ferramentas não podem ser tratadas simplesmente como “novas”, porque antes sequer eram elegíveis pelo mesmo critério. Mas a mudança de metodologia também revela algo maior.

Em 2024, ainda era relativamente fácil apontar para um aplicativo e dizer:
“esta é uma ferramenta de IA.” Em 2026, essa fronteira começa a desaparecer.

A inteligência artificial está entrando no editor de vídeo, no aplicativo de design, no ambiente de trabalho, no navegador, na ferramenta de escrita e no software de programação. Talvez a transformação mais importante dos últimos dois anos não seja descobrir qual IA venceu.

Talvez seja perceber que estamos passando de um mercado de ferramentas de IA para um mercado de ferramentas com IA.

Quais categorias de IA ganharam mais espaço?

Quando organizamos as ferramentas por função principal, fica mais fácil perceber que o mercado não mudou apenas porque novas empresas entraram no ranking. Mudou também o tipo de uso que ganhou espaço.
E Web e Mobile seguiram caminhos diferentes.
Na Web, os assistentes gerais foram os grandes vencedores
Em março de 2024, apenas 5 das 50 ferramentas Web estavam classificadas como assistentes gerais.
Em março de 2026, são 12.
Isso representa a maior expansão entre as categorias analisadas:
Assistentes gerais: 5 → 12
Ao mesmo tempo, imagem e design perdeu presença:
Imagem e design: 14 → 9

Essa mudança sugere uma passagem de ferramentas muito especializadas para sistemas capazes de concentrar várias funções em uma mesma interface.

Em vez de acessar uma IA apenas para gerar uma imagem, escrever um texto ou responder uma pergunta, o usuário passa a utilizar assistentes que combinam diferentes capacidades.

ChatGPT, Gemini, DeepSeek, Grok e Claude são exemplos desse movimento.

No mobile pesquisa e conhecimento foi a categoria que mais cresceu

Nos dispositivos móveis, a transformação seguiu outro caminho. Em março de 2024, apenas 2 das 50 posições pertenciam à categoria de pesquisa e conhecimento.

Em março de 2026, são 9.
Pesquisa e conhecimento: 2 → 9
Foi o maior avanço entre as categorias Mobile.
Esse grupo inclui ferramentas ligadas a busca, respostas, tradução, identificação de informações e consulta assistida por IA.O crescimento mostra como o celular começa a assumir também o papel de interface de pesquisa e acesso ao conhecimento por inteligência artificial.

Vídeo também ganhou espaço no celular

Outra mudança clara aparece em vídeo.
Vídeo: 3 → 7 ferramentas
Ao mesmo tempo, imagem e design caiu de: 21 → 15
A criação visual continua dominante no Mobile, mas está menos concentrada em fotografia e imagem estática.
Vídeo, edição automática e geração audiovisual passam a ocupar uma parcela maior do ranking.
Essa mudança acompanha uma transformação mais ampla da IA generativa: de texto e imagem para experiências cada vez mais multimodais.

ChatGPT continua dominante ou o mercado está mais dividido?

Se existe uma constante nos últimos dois anos, ela é o ChatGPT.
Entre março de 2024 e março de 2026, o produto da OpenAI ocupou a primeira posição em todas as edições do ranking Web e Mobile.

Poucas ferramentas apresentam tamanha estabilidade em um mercado no qual mais da metade dos integrantes do Top 50 Web de 2024 já não aparece no ranking dois anos depois.
Mas liderança não significa ausência de concorrência.
Quando olhamos as posições seguintes, encontramos um mercado cada vez mais disputado.

O topo ficou mais competitivo

No ranking Web de março de 2026, os primeiros lugares são ocupados por:

  1. ChatGPT
  2. Gemini
  3. Canva
  4. DeepSeek
  5. Grok
  6. Claude
  7. Character.AI
  8. Perplexity

A presença do Canva em terceiro lugar exige cuidado, porque sua entrada ocorre após a mudança metodológica da a16z em 2026. Mas, mesmo desconsiderando esse caso, fica evidente a quantidade de grandes assistentes disputando as primeiras posições.

Gemini, DeepSeek, Grok, Claude e Perplexity representam propostas diferentes, mas competem em várias das mesmas atividades:

  • responder perguntas;
  • pesquisar;
  • escrever;
  • analisar documentos;
  • programar;
  • gerar conteúdo;
  • trabalhar com imagens;
  • raciocinar sobre problemas.

O usuário já não precisa necessariamente escolher uma única IA para tudo.

A IA está deixando de ser uma ferramenta separada?

Talvez essa seja uma das mudanças mais importantes do ranking de 2026.
Nos primeiros anos da IA generativa, o usuário normalmente precisava procurar uma ferramenta de inteligência artificial. Para conversar com uma IA, acessava o ChatGPT. Para gerar imagens, Midjourney. Para criar música, Suno. Para pesquisar, Perplexity.

A IA era, em grande parte, o próprio produto.
Em 2026, essa fronteira começa a ficar menos clara.
Canva, CapCut, Notion, Freepik, Picsart e Grammarly aparecem no ranking ao lado de produtos que nasceram diretamente da inteligência artificial.

A diferença é importante: essas plataformas já existiam antes da atual onda de IA generativa. O que mudou foi o peso da inteligência artificial dentro de suas experiências.

De “usar uma IA” para “usar uma ferramenta com IA”

No Canva, a inteligência artificial passa a participar da criação e edição visual.
No CapCut, entra na produção e edição de vídeo.
No Notion, aparece na escrita, pesquisa, organização e automação do trabalho.
No Grammarly, deixa de atuar apenas na correção de texto e passa a participar também da geração e reescrita.

O usuário continua entrando no Canva para criar uma apresentação, no CapCut para editar um vídeo ou no Notion para organizar seu trabalho.

A diferença é que a inteligência artificial passa a estar presente durante essas atividades.
Isso muda a relação do usuário com a tecnologia.
Ele não precisa necessariamente decidir:
Agora nós somos obrigados a usar inteligência artificial.

A IA pode estar seguindo o mesmo caminho de outras tecnologias

Em determinado momento, dizer que um aplicativo era “online” ajudava a diferenciá-lo de outros produtos.
Hoje, praticamente ninguém apresenta um software dizendo que ele “usa internet”.

A conexão simplesmente faz parte da infraestrutura.
A inteligência artificial pode estar começando a seguir um caminho parecido.

Durante algum tempo, o rótulo “ferramenta de IA” ainda será útil para identificar uma categoria de produtos.
Mas, se a inteligência artificial continuar sendo incorporada a editores, navegadores, sistemas de produtividade, plataformas educacionais, softwares empresariais e dispositivos, esse rótulo pode gradualmente perder parte do sentido.
A pergunta talvez deixe de ser:

“Esta ferramenta utiliza inteligência artificial?”

e passe a ser:

“Como a inteligência artificial está sendo utilizada dentro desta ferramenta?”

Nesse cenário, a IA não desaparece porque se tornou menos importante.
Ela desaparece justamente porque se torna parte da infraestrutura cotidiana dos produtos digitais.

Perguntas frequentes sobre as IAs mais usadas em 2026

Qual é a IA mais usada em 2026?

O ChatGPT ocupa a primeira posição tanto no ranking Web quanto no Mobile analisado neste artigo. Além disso, foi a única ferramenta a permanecer em primeiro lugar nas cinco edições acompanhadas entre março de 2024 e março de 2026.

Quais são as IAs mais usadas em 2026?

No ranking Web de março de 2026, as primeiras posições são ocupadas por ChatGPT, Gemini, Canva, DeepSeek, Grok, Claude, Character.AI e Perplexity. No Mobile, ChatGPT também lidera, seguido por produtos como CapCut, Gemini e Canva.
Os rankings Web e Mobile são independentes e não devem ser combinados em uma única classificação de 1 a 100.

Qual é a diferença entre as IAs mais usadas e as melhores IAs?

Uma ferramenta estar entre as mais utilizadas não significa que seja a melhor. O ranking mede adoção e utilização dentro da metodologia empregada pela a16z, Similarweb e Sensor Tower. Qualidade depende da tarefa, precisão, segurança, privacidade, custo, facilidade de uso e outros critérios.

ChatGPT continua sendo a IA mais usada?

Sim. Na série analisada neste artigo, o ChatGPT permanece na primeira posição Web e Mobile em todas as cinco edições entre março de 2024 e março de 2026.
Isso não significa, porém, ausência de concorrência. Gemini, DeepSeek, Grok, Claude, Perplexity e outros produtos disputam posições importantes e várias das mesmas atividades.

Quantas das IAs mais usadas em 2024 continuam no ranking em 2026?

Na Web, 21 das 50 ferramentas que estavam no ranking de março de 2024 continuam no Top 50 em março de 2026, o equivalente a 42%.

No Mobile, permanecem 14 das 50, ou 28%.

Quais categorias de IA mais cresceram entre 2024 e 2026?

Na Web, os assistentes gerais tiveram o maior crescimento, passando de 5 para 12 das 50 posições.
No Mobile, pesquisa e conhecimento passou de 2 para 9 posições, enquanto vídeo cresceu de 3 para 7.
Ao mesmo tempo, imagem e design perdeu representação tanto na Web quanto no Mobile.

O que é vibe coding?

Vibe coding é uma forma de criação de software em que o usuário descreve em linguagem natural o que deseja construir e utiliza inteligência artificial para gerar, modificar e desenvolver a aplicação.

Ferramentas como Lovable e Bolt representam esse movimento. Isso não elimina a necessidade de engenharia de software, testes, arquitetura, segurança e manutenção, mas reduz algumas das barreiras técnicas para começar a criar aplicações.

O que são agentes de IA?

Agentes de IA são sistemas capazes de receber um objetivo e executar uma sequência de ações para tentar alcançá-lo, em vez de apenas produzir uma resposta isolada.
Manus e Genspark são exemplos de produtos dessa categoria encontrados nos rankings analisados.

Qual é a diferença entre uma ferramenta AI-native e uma ferramenta com IA incorporada?

Uma ferramenta AI-native foi criada tendo a inteligência artificial como elemento central de sua proposta, como ChatGPT, Claude ou Midjourney.
Uma ferramenta com IA incorporada já existia anteriormente e posteriormente passou a integrar recursos de inteligência artificial de forma relevante ou central, como Canva, Notion, CapCut e Grammarly.

Por que Canva, CapCut e Notion aparecem no ranking de 2026?

A metodologia da a16z foi ampliada em 2026. O levantamento deixou de considerar apenas produtos essencialmente AI-first e passou a incluir também ferramentas nas quais a IA generativa se tornou parte central da experiência.

Por isso, essas entradas não devem ser interpretadas automaticamente como crescimento ocorrido apenas entre uma edição e outra.

A inteligência artificial está substituindo ferramentas especializadas?

Não necessariamente. Ferramentas especializadas continuam ocupando posições relevantes, mas algumas funções que antes exigiam produtos separados começaram a ser incorporadas a assistentes gerais e plataformas maiores.

A geração de imagens é um exemplo: continua importante, mas já pode ser realizada dentro de ferramentas que também escrevem, pesquisam, programam ou analisam informações.

Qual é a melhor IA para estudar?

Não existe uma única ferramenta melhor para todos os estudantes ou atividades. ChatGPT, Gemini, NotebookLM, Brainly, Gauth, Photomath e outras ferramentas podem apoiar diferentes tarefas.

Mais importante do que escolher a ferramenta é definir como ela será utilizada. Uma IA pode fornecer uma resposta pronta ou pode ajudar o estudante a formular hipóteses, receber feedback, explicar seu raciocínio e verificar o que aprendeu.

Referências

CHALLAPALLY, Aditya; PEASE, Chris; RASKAR, Ramesh; CHARI, Pradyumna. The GenAI Divide: State of AI in Business 2025: preliminary findings from AI implementation research from Project NANDA. MIT NANDA, jul. 2025. Disponível em: https://nanda.media.mit.edu/ai_report_2025.pdf. Acesso em: 18 ago. 2026.

MIAO, Fengchun; HOLMES, Wayne. Guidance for generative AI in education and research. Paris: UNESCO, 2023. Disponível em: https://www.unesco.org/en/articles/guidance-generative-ai-education-and-research. Acesso em: 18 ago. 2026.

MOORE, Olivia. The Top 100 Gen AI Consumer Apps. Andreessen Horowitz, 13 mar. 2024. Disponível em: https://a16z.com/100-gen-ai-apps/. Acesso em: 18 ago. 2026.

MOORE, Olivia. The Top 100 Gen AI Consumer Apps – 3rd Edition. Andreessen Horowitz, 21 ago. 2024. Disponível em: https://a16z.com/100-gen-ai-apps-3/. Acesso em: 18 ago. 2026.

MOORE, Olivia; ZHAO, Daisy. The Top 100 Gen AI Consumer Apps – 4th Edition. Andreessen Horowitz, 6 mar. 2025. Disponível em: https://a16z.com/100-gen-ai-apps-4/. Acesso em: 18 ago. 2026.

MOORE, Olivia; ZHAO, Daisy. The Top 100 Gen AI Consumer Apps – 5th Edition. Andreessen Horowitz, 27 ago. 2025. Disponível em: https://a16z.com/100-gen-ai-apps-5/. Acesso em: 18 ago. 2026.

MOORE, Olivia. The Top 100 Gen AI Consumer Apps – 6th Edition. Andreessen Horowitz, 9 mar. 2026. Disponível em: https://a16z.com/100-gen-ai-apps-6/. Acesso em: 18 ago. 2026.

OPENAI. Introducing ChatGPT. OpenAI, 30 nov. 2022. Disponível em: https://openai.com/index/chatgpt/. Acesso em: 18 ago. 2026.

SENSOR TOWER. Advanced Usage Insights. Sensor Tower, [s.d.]. Disponível em: https://sensortower.com/product/mobile-app/advanced-usage-insights. Acesso em: 18 ago. 2026.

SIMILARWEB. Monthly Unique Visitors. Similarweb Knowledge Center, [s.d.]. Disponível em: https://support.similarweb.com/hc/en-us/articles/214074389-Monthly-Unique-Visitors. Acesso em: 18 ago. 2026.

Nota metodológica

Os rankings originais utilizados neste artigo foram publicados pela Andreessen Horowitz (a16z) em cinco edições, entre março de 2024 e março de 2026. Nas edições analisadas, a classificação Web é baseada em dados de audiência da Similarweb e a Mobile em usuários ativos mensais da Sensor Tower. A Similarweb define visitantes únicos mensais como indivíduos que acessaram determinado domínio no mês, contando uma mesma pessoa apenas uma vez mesmo que realize várias visitas.

Os indicadores de permanência, sobrevivência, renovação, entradas, saídas, variação de posições e evolução das categorias apresentados neste artigo não são métricas publicadas diretamente pela a16z. Eles foram calculados pelo autor a partir da consolidação e normalização dos rankings das cinco edições.

As ferramentas também foram classificadas por sua função principal para permitir comparações históricas entre categorias. Portanto, resultados como 42% das ferramentas Web de março de 2024 ainda presentes em março de 2026, 28% no Mobile e as variações na representação de cada categoria são resultados da análise realizada para este artigo.

A sexta edição exige atenção especial porque a a16z alterou sua metodologia e passou a incluir produtos que não nasceram como AI-first, mas nos quais a IA generativa se tornou parte central da experiência. Por esse motivo, determinadas entradas em 2026 não foram interpretadas automaticamente como crescimento de popularidade em relação à edição anterior.

Autor: Fernando Giannini
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