Professores: protagonistas ou vítimas do chatGPT?

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A rápida integração da Inteligência Artificial (IA) na sociedade exige uma orientação clara nos ambientes educacionais. No entanto, uma recente pesquisa global da UNESCO com mais de 450 escolas e universidades mostrou que menos de 10% tinham políticas institucionais ou orientações formais sobre o uso de IA generativa. Será que os professores serão protagonistas ou vítimas do chatGPT?

Estava claro que a IA iria invadir as nossas vidas. Com a educação não seria diferente, Silvio Meira identificou que estamos na idade da “Pedra Lascada” da IA, ou seja, ainda tem muita coisa para acontecer, por sinal o que será que veremos na Idade da Pedra Polida?

Ontem a imprensa publicou diversas reportagens com a preocupação do “ChatGPT vai produzir aulas para alunos….” O chatGPT não vai produzir nada, quem vai produzir são os professores através de um prompt. Depois o chatGPT vai executar essa solicitação. Para que fique claro: quem solicita são os professores.

Vamos discutir alguns conceitos antes de entrar no mérito se é bom os professores utilizarem o chatGPT para realizar o plano de aula.

  1. O primeiro deles é a colonização de dados, conceito que aborda como o poder e o controle sobre os dados podem impactar países, políticas econômicas, sociedades, culturas.  A  colonização de dados não tem limite, para ela não existe fronteira. Não tem violência aparente, não aparece o massacre na internet, não vemos a nossa privacidade nem os nossos dados sendo levados. A base das respostas do chat é, na maioria das vezes, eurocêntrica e estadunidense.
  2. O segundo é a modulação (HUI, 2015) uma de suas características é a possibilidade de criar um espaço para o individual, dar a sensação de liberdade para o indivíduo enquanto o mantém em um ambiente restrito.
  3. O terceiro são os chamados dados sintéticos – informações geradas artificialmente, em vez de serem coletadas de eventos ou processos do mundo real. Eles são criados por algoritmos ou simulações com o objetivo de imitar dados reais em termos de estrutura e estatísticas. Imagine que os nossos planos de aula seriam feitos com dados artificiais e, assim, seriam eles reais ou imaginários.
  4. O quarto conceito já está sendo debatido há algum tempo, são os direitos autorais. A questão é: de quem são os direitos autorais dos planos de aula? Do governo? Da Open AI empresa dona do chatGPT? Dos professores? Fiz essa pergunta para ele, veja a resposta.

Esta resposta foi utilizando a versão 4.0 do ChatGPT

Um exemplo simples

Imaginemos uma pequena ação chamada Educalia (decisão governamental), o governo de Educalia, em um esforço para “revolucionar” seu sistema educacional, lança um projeto ambicioso chamado “Aulas do Futuro”, que incentivam os professores a usarem o ChatGPT para desenvolver planos de aula. O programa é implementado com a promessa de modernizar o ensino. No início, o programa “Aulas do Futuro” é recebido com entusiasmo. Professores como Helena, uma veterana no ensino de história, encontram no ChatGPT uma ferramenta que rapidamente geram planos de aula ricos e envolventes que captam a imaginação de seus estudantes. Os alunos estão mais envolvidos, e os pais estão satisfeitos com o aumento aparente na qualidade da educação.

À medida que o programa se desdobra, o governo começa a coletar grandes volumes de dados sobre o desempenho, os conteúdos apresentados e as preferências dos estudantes. A Educalia começa a perceber uma tendência para a contínua colonização, porém através dos dados, com servidores externos armazenando informações cruciais sobre seu futuro, e de uma nação. Helena começa a notar uma certa homogeneização nos materiais e questiona a diversidade e autenticidade do conteúdo que o sistema recomenda.

Com o tempo, as lições geradas pelo ChatGPT começam a mostrar um padrão, dizendo como de costume (Giannini, 2023) que os irmãos Wright inventaram o avião e não Santos Dumont. Os algoritmos modulam os pensamentos e os conteúdos de forma sutil, priorizando o Brasil sendo “descoberto” pelos portugueses e não pelos povos originários que já estavam aqui, o que Helena percebe que pode estar moldando as perspectivas dos estudantes de maneiras específicas. Essa modulação dos dados revela que não apenas o conteúdo, mas também o pensamento crítico dos estudantes está sendo direcionado. Discussões em sala de aula tornam-se menos diversificadas, refletindo as limitações impostas pelos dados.

O cenário se complica quando surge uma tensão geopolítica. O servidor que hospeda os dados de Educalia está localizado em um país com interesses políticos específicos. O governo de Educalia percebe que não apenas sua educação, mas também sua soberania de dados está em risco. Além disso, professores e alunos começam a se sentir vigiados, com cada clique e cada atividade monitorados. O programa, inicialmente visto como um avanço, começa a ser questionado por sua intrusão e controle mal intencionado.

A história de Educalia ilustra os complexos desafios que surgem quando os dados e a tecnologia invadem o coração de um sistema educacional. Uma nação deve aprender uma lição valiosa sobre a importância de equilibrar inovação tecnológica com soberania nacional, ética e controle social, garantindo que o poder dos dados seja usado apenas para enriquecer a educação, sem comprometer a independência e a diversidade de pensamento e do País.

Considerando todas as dificuldades de se injetar uma metodologia de IA no coração do sistema educacional justamente em uma sociedade do controle, é importante seguir alguns passos:

  1. Qual a estratégia nacional de aprendizagem?
    • Definido a estratégia do PNE como podemos utilizar a IA para contribuir com a realização dele?
  2. Política de Privacidade
    • A implementação da IA na educação exige conformidade com as principais áreas da política de tecnologia, incluindo privacidade, segurança de dados, segurança do estudante e propriedade de dados. É essencial alinhar o uso da IA com as regulamentações e considerações éticas existentes, especialmente com relação à privacidade do estudante e à segurança dos dados.
  3. Promover o letramento em IA
    • O letramento em IA envolve a compreensão de como a IA funciona, suas limitações, implicações, considerações éticas, filosóficas, psicológicas e geopolíticas. É fundamental preparar os indivíduos e a sociedade com o conhecimento e as habilidades para se envolverem de forma responsável com as tecnologias de IA. Isso engloba elementos de ciência da computação, ética, psicologia, filosofia, geopolítica, ciência de dados e muito mais.
  4. Integridade com o currículo nacional
    • Utilizar a BNCC como base para se criar os planos de aula e conteúdos decolonizadores como princípio.
  5. Tomada de decisão
    • Qualquer tomada de decisão apoiada por IA deve permitir a intervenção humana durante o processo. A IA deve servir em uma função consultiva, aumentando, mas não substituindo, as responsabilidades dos educadores e administradores.
  6. Treinamento da máquina
    • A IA deve ser treinada pensando em uma estratégia nacional de aprendizagem, não devemos seguir o eurocentrismo, mas educar para nos decolonizarmos e não para continuarmos informando que Portugal descobriu o Brasil.

Agora podemos conversar sobre os riscos e benefícios:

Riscos

Embora o uso de modelos de linguagem como o ChatGPT na elaboração de planos de aula ofereça muitas vantagens, também existem potenciais perigos e limitações que devem ser considerados por educadores e instituições. Aqui estão alguns dos principais riscos associados ao uso desses modelos em contextos educacionais:

1. Viés e Representatividade

Os modelos de linguagem são treinados com grandes conjuntos de dados que podem conter vieses implícitos. Esses vieses podem se refletir nas respostas e no material gerado pelo modelo, perpetuando estereótipos ou desigualdades existentes. É essencial que os educadores revisem todo o conteúdo gerado para garantir que ele promova uma perspectiva equitativa e inclusiva.

2. Precisão e Confiabilidade do Conteúdo

ChatGPT pode em todos modelos apresentar informações incorretas, gerar informações imprecisas ou desatualizadas. Educadores devem verificar as informações geradas pelo modelo antes de incluí-las em seus planos de aula, usando fontes confiáveis para confirmar a veracidade e a relevância do material.

3. Dependência de Tecnologia

Há o risco de excessiva dependência dessas ferramentas. Educadores podem começar a confiar demais no ChatGPT para o desenvolvimento de conteúdo e estratégias pedagógicas, o que pode limitar a criatividade e a personalização do ensino que considera as características individuais dos alunos.

4. Interatividade e Engajamento

Embora o ChatGPT possa ajudar na criação de material didático, ele não substitui a interação humana que é vital para o processo de ensino e aprendizagem. A falta de interação real pode afetar o engajamento dos alunos e a eficácia do aprendizado.

5. Privacidade e Segurança de Dados

Utilizar ferramentas baseadas em IA para a educação levanta preocupações sobre a privacidade e segurança dos dados dos estudantes. É fundamental garantir que todas as interações com o ChatGPT estejam em conformidade com as políticas de privacidade e os regulamentos de proteção de dados.

6. Homogeneização do Ensino

O uso de um único modelo para gerar planos de aula pode levar à homogeneização do conteúdo educacional. Isso é prejudicial, especialmente em contextos multiculturais e plurais, onde a diversidade de perspectivas e abordagens são cruciais para uma educação integral.

7. Desenvolvimento Profissional

A facilidade para utilizar ferramentas como o ChatGPT podem desencorajar o desenvolvimento profissional contínuo de professores ao reduzir a necessidade de buscar novas estratégias pedagógicas ou conteúdos atualizados, limitando assim o crescimento profissional.

Benefícios

O ChatGPT oferece alguns benefícios que podem contribuir para o trabalho que ele pode fazer no contexto educacional (tudo depende de como e para que se utiliza). Aqui estão alguns dos principais benefícios ao integrar essas ferramentas na elaboração de planos de aula e outras atividades pedagógicas:

1. Eficiência na Preparação de Materiais

As ferramentas, como o chatGPT, podem criar rapidamente uma grande quantidade de conteúdo educacional, (o que não diz respeito à qualidade), como esboços de aulas, questões de discussão e exercícios. Isso pode economizar tempo significativo para os educadores, permitindo que eles se concentrem mais na interação direta com os estudantes e demais tarefas pedagógicas. Desde que esses professores estejam preparados para utilizar esses recursos, lembrando que a IA pode ser extremamente preconceituosa. 

2. Estímulo ao Pensamento Crítico

Um estudo realizado por pesquisadores do MIT e da Universidade de Columbia com  200 participantes, com o foco em treinar um modelo de chatGPT que não apenas forneça respostas, mas também ajude a envolver o próprio pensamento crítico dos estudantes. Ao gerar perguntas, temas de debate e cenários problematizadores, o ChatGPT pode ser usado para estimular o pensamento crítico e a análise. Educadores podem usar essas ferramentas para preparar atividades que desafiam os estudantes a pensar de maneira crítica e independente.

3. Incentivo à Inovação Pedagógica

A utilização de ferramentas com o ChatGPT pode inspirar educadores a explorar novas metodologias e técnicas de ensino. 

4. Desenvolvimento de Habilidades Digitais

Ao interagir com tecnologias baseadas em IA, estudantes e professores desenvolvem habilidades digitais essenciais na era moderna. Isso inclui a capacidade de trabalhar com ferramentas digitais, entender os fundamentos da inteligência artificial e praticar a cidadania digital.

Apesar dos possíveis benefícios oferecidos pelo chatGPT precisamos conversar mais sobre o assunto antes de implementar na nossa educação. Existem temas bem complexos para a nossa sociedade.

Esse novo mundo que chamamos de plataformização que pode ser descrito como as “infraestruturas digitais (re)programáveis que facilitam e moldam interações personalizadas entre usuários finais e complementadores, organizadas por meio de coleta sistemática, processamento algorítmico, monetização e circulação de dados”. A invasão das plataformas atingem diretamente os processos econômicos, estruturas governamentais em diferentes setores econômicos e esferas da vida.

Vamos fazer um exercício: o que é o Youtube? Uma plataforma que coleta dados das pessoas e vende anúncios. Youtube produz conteúdo? Não! Instagram produz conteúdo? Não! Facebook? Não! Spotify? Não! TikTok? Não! Como seria a plataforma do Youtube sem nenhum vídeo? Ou o Spotify sem nenhuma música? 

Essas plataformas são ferramentas para capturar as nossas informações, analisá-las e modular os seus interesses e pensamentos de como se manifestar, ou seja dominar a sociedade.

O impacto da tecnologia no mundo do trabalho tem sido estudado nas diferentes áreas. Em muitos setores, a tecnologia reintroduziu jornadas extensas de 12 horas e aumentou o estresse físico e psicológico, mas como? A tecnologia não veio para facilitar o nosso trabalho?

Segundo Nardi e Ekbia (2018), essas mudanças têm levado a uma situação onde muitas pessoas se encontram trabalhando em tempo integral sem receber salário adequado, uma condição que Yankelevich (2023) compara à escravidão. Escravidão? Uma pergunta que poucos consumidores de conteúdo online se fazem: quem está por trás da produção desse conteúdo e eles estão sendo pagos? A discussão não é sobre empregos tradicionais, onde trabalhadores são contratados por uma organização e remunerados com salários e direitos assegurados. 

Ao invés disso, focamos nos criadores de conteúdo para plataformas digitais, que são essenciais para a existência e lucro dessas plataformas – algumas das empresas mais ricas do mundo. A grande maioria desses criadores de conteúdo não é paga.  Quando as pessoas compartilham informações pessoais, escrevem avaliações de produtos, filmes ou restaurantes, postam vídeos no YouTube ou mantêm comunidades de jogos online, muitas vezes não percebem que estão, na verdade, trabalhando para essas plataformas. 

Essa atividade permite que as empresas obtenham trabalho gratuito ou de baixo custo, conforme destacado por Nardi e Ekbia (2018). Para Yankelevich (2023):

“Pela primeira vez na história, o capitalismo encontrou uma maneira automática e aparentemente insensível de colocar nosso inconsciente para trabalhar de forma contínua, sem que estejamos cientes dessa exploração constante. O capitalismo digital não é apenas uma versão mais avançada do capitalismo devido ao uso da tecnologia que favorece o ciclo comercial. É uma modalidade diferente de organização social que nos transforma em matéria-prima”.

Estamos sendo explorados tanto na condição de produtores quanto de consumidores. Como produtores, não recebemos remuneração pelo conteúdo que criamos. Como consumidores, somos o produto que é comercializado. O modelo de negócio das plataformas digitais baseia-se em atrair o maior número de usuários e mantê-los conectados pelo maior tempo possível.

Temos uma certeza, os professores são os profissionais do futuro e responsavéis pela preparação das futuras gerações. Eles precisam estar atualizados e atentos para todas as tendências e cenários. Os professores precisam ser reconhecidos como profissionais importantes e tratados com dignidade e respeito, isso inclui salário, carga horária e condições gerais de trabalho.

É bom lembrar que o Brasil é reconhecido internacionalmente por nossos pensadores e pedagogos, liderados por Paulo Freire, Anísio Teixeira, Lauro de Oliveira Lima, Darcy Ribeiro, Florestan Fernandes, Maria Nilde Mascelllani…

Temos a obrigação de honrar a vida e o trabalho dos nossos mestres.

Autor: Fernando Giannini

Fernando Giannini

Pesquisador de tecnologia aplicada à educação, arquiteto de objetos virtuais de aprendizagem, fissurado em livros de grandes educadores e viciado em games de todos os tipos. Conhecimentos aprimorados em cursos de grandes empresas de tecnologia, principalmente no Google Business Educational Center e Microsoft. Sócio-proprietário da Streamer, empresa que alia tecnologia e educação. Experiência de 18 anos produzindo e criando objetos de aprendizagem, cursos a distância, design educacional, interfaces para sistemas de aprendizagem. Gestor de equipe para projetos educacionais, no Ensino Básico, Médio e Ensino Superior. Nesse período de trabalho gerenciou equipes e desenvolveu as habilidades de liderança e gestão. Acredita na integração e aplicação prática dos conhecimentos para a realização de projetos inovadores, sólidos e sustentáveis a longo prazo. Um dos grandes sonhos realizados foi o lançamento do curso gratuito Mande Bem no ENEM que atingiu mais de 500 mil estudantes em todo o Brasil contribuindo para a Educação Brasileira.

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1 Comentário

  1. Vera Helena

    Muito boa toda a análise e explicação!! Concordo plenamente com o texto!

    Responder

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